segunda-feira, 8 de junho de 2020

Ser criança

Ser criança...

Ser criança é ser feliz,

Ter o mundo na mão.
Ver a vida colorida
E amor no coração.

Ser criança é ser livre,
É ser sonhador.
Ter família e amigos,
Sempre ao seu redor.

Ser criança é alegria,
Brincadeira e saber.
Todas têm direito à infância,
Todas têm direito a crescer.


 Lara Oliveira, 7.º C

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Considerações sobre a quarentena

Entrevista realizada a Sara Pinho, aluna do 7.ªA     
O que estás a achar da quarentena?
“Eu acho que a quarentena é só um obstáculo, um exemplo de como nós vivíamos mal a vida. Antes, não queríamos ir para a escola, não queríamos sair e agora nem conseguimos estar um minuto parados. Antes, diziam para estarmos longe dos dispositivos eletrónicos e agora são os nossos melhores amigos. Antes, na escola, algumas pessoas não se falavam só por causa das suas aparências, mas, agora, desesperados, falamos com qualquer pessoa. Nós devíamos parar um pouco e pensar no que a quarentena nos ensinou.”
Como tens vivido esta fase de pandemia? Tens alguns passatempos?
“Como muitos de nós estamos a aprender por plataformas informáticas, os professores mandam-nos muitos trabalhos, portanto posso já dizer que estes são alguns dos meus passatempos, também tenho falado com as minhas amigas o que, por acaso, está a permitir-me conhecê-las melhor. E, como todos nós fazemos, estou a atualizar o meu conhecimento sobre cinema e a pôr as minhas séries em dia. Tenho feito também caminhadas e ajudado a minha mãe com as tarefas domésticas.”

Aprendeste algo até agora? Se sim, o quê? Se não, estás a pensar nisso?
“Aprendi que a escola não era só um sítio para adquirir conhecimentos, mas também um refúgio das discussões de casa, um sítio de convívio, um segundo lar. Tenho aprendido também algumas atividades novas e a aprofundar as minhas antigas atividades.”
De que sentes mais falta?
“Sinto falta da liberdade de dar abraços, de dar carinho, de expressar o meu amor pelas pessoas, sinto falta dos meus amigos, dos professores, do exercício físico, da equitação, das férias, dos passeios de bicicleta com as minhas amigas e dos passeios com a minha cadela. Também sinto falta de estar apressada para ir para a escola e de respirar sem ter uma máscara no rosto.”
Qual será a primeira coisa que vais fazer quando isto acabar?
“A primeira coisa que vou fazer é convidar as minhas amigas para passarmos tempo juntas. Vou dar um passeio na praia e passar o melhor tempo da minha vida.”
Para ti, esta quarentena está a ser um tempo para relaxar ou está a ser frustrante?
“Está a ser um pouco frustrante, pois, sem ofender ninguém, os professores estão a enviar muitos trabalhos e, assim, ficamos responsáveis pelas tarefas da escola e de casa. Eu fico “stressada” facilmente, por isso não tenho muita experiência para falar, mas também está a ser relaxante, dado que depois das aulas e do tempo de estudo podemos sentar-nos a beber um refresco e ver um filme.”
Achas que a quarentena é algo mesmo necessário para esta situação?
“Claro! Se as pessoas não forem obrigadas a ficar em casa, vão sair e ir para os bares, parques e continuar como se a vida fosse a mesma. Portugal já passou por várias situações semelhantes a esta e nós sabemos que todo cuidado é pouco.”
Do que estás a gostar? E do que é que estás a gostar menos?
“Do que estou a gostar mais é de poder ver os filmes que eu não tive oportunidade de ver e poder estar a falar com as minhas amigas. Do que estou a gostar menos é de não ser livre e de não poder entrar em contacto físico com as pessoas que amo.”
Entrevista realizada por Diana Silva, 7.º A

sexta-feira, 22 de maio de 2020

O ser humano

O ser humano
Ao longo de milhares de anos
este ser ambicionou,
mas hoje ninguém imagina
o que esta raça causou.

Ao longo de milhares de anos
este ser dominou a Terra,
mas hoje o cenário é diferente
devido ao egoísmo, devido à guerra.

Ao longo de milhares de anos
este ser aprendeu,
mas muitos anos se passaram
e de tudo se esqueceu

Ao longo de milhares de anos
este ser evoluiu,
mas hoje ninguém imagina
o que esta espécie destruiu.
Luís Afonso Magalhães Guimarães, 7.º A

Entrevista - teletrabalho

Esta entrevista foi realizada ao meu pai, Paulo Moreira Barbosa, de 47 anos de idade, residente em Vila Nova de Gaia, diretor comercial, com 27 anos de experiência profissional.

– Como é estar em teletrabalho?

É diferente, pois não posso estar com os meus colegas de trabalho e não contacto diretamente os clientes. Por outro lado, é bom, pois estou mais tempo com a família.

– Trabalhar em casa fica mais difícil?

No meu caso não! Como coordeno uma equipa comercial, posso realizar este trabalho à distância, sem grande dificuldade.

– Já tiveste de alterar o teu horário?

Sim, constantemente. Para contactar os colegas de trabalho e alguns clientes, temos de encontrar tempo na agenda de cada um. Depois disso, há ainda que marcar reuniões online, para as quais todos possam estar disponíveis.

– Quais as ferramentas que utilizas mais em teletrabalho?

As ferramentas mais utilizadas são as que permitem a troca de informação escrita e verbal das quais destaco o e-mail, o “WhatsApp”, o “Zoom”, entre outros.

– As redes digitais são importantes no teletrabalho?

Eu diria que são essenciais, uma vez que são elas que representam a base da comunicação.

– É mais ou menos difícil contactar com os clientes e falar com os vendedores? 

No contexto atual, em que estamos em teletrabalho, estamos sempre disponíveis. No entanto, a pessoa que queremos contactar, também está numa situação idêntica à nossa, o que permite o contacto quase imediato.

– A tua apresentação pessoal é importante, quando estás em teletrabalho?

Sim, muitas vezes os contactos são feitos por videoconferência e convém estarmos apresentáveis. Por outro lado, continuamos em ambiente de trabalho e é importante mantermos as rotinas, independentemente de termos de nos ausentar de casa.

– Depois de ultrapassada a fase de pandemia, vais aproveitar algo que aprendeste com o teletrabalho?

Acho que todos nós vamos tirar importantes lições desta nova utilização de ferramentas que já existem há bastante tempo, o que não estávamos a fazer até agora pelo simples facto de termos uma visão tradicional do trabalho.

– Que impacto teve o teletrabalho na tua atividade profissional?

O impacto maior foi, seguramente, ao nível da organização do trabalho e do desenvolvimento pessoal na área das ferramentas digitais. Acredito que isto aconteceu não só comigo, mas com outros profissionais.

– Achas que o teletrabalho é uma boa solução para o futuro?

Como disse anteriormente, todos nós tivemos um desenvolvimento acelerado na área das novas tecnologias e, para além disso, tomamos consciência que existem novas formas de trabalhar, mais eficientes e utilizando recursos que até agora estavam subaproveitados. Na minha opinião, no futuro, vamos beneficiar bastante desta experiência e iremos implementar novos métodos de trabalho, com a inclusão de trabalho à distância.
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Pedro Afonso Teixeira Barbosa   N.º20   7ºA